Quem é você deitada em meu leito?
Seu corpo não me é estranho e
sua pele tem uma maciez, uma delicadeza,
que tenho certeza já provei.
Seu toque, por vezes, me incomoda,
mas, quando toco em você,
me lembro de velhos fantasmas,
que insistem perambular em minha mente.
Sua face me é totalmente alheia, estranha...
Seu perfume me agrada,
mas, o cheiro que exala de ti na hora do amor,
me é algo como que repulsivo...
Prossigo por instinto - desejo carnal - aqui nesse quarto,
a razão há muito já me abandonou
e meu espirito - sentimento - voou para procurar sua metade,
metade, que para o instinto é indiferente,
metade, que a razão nega.
Ah, se essa maquina a que chamo de corpo fosse comanda por meu espirito!
Assim sendo, levaria meu corpo livre,
a buscar aquela que tanta falta faz na hora de dividir meu leito.
Não! Estou condenado a ficar preso! Prisão que consiste nessa terra demoníaca
em que todos os humanos são lançados - a divisão de um único invólucro corporal,
para três substancias tão distintas:
instinto, razão e espirito.
Onde começa e onde termina o reinado de cada uma dessas substancias?
Alex Rodrigo
Em Maio de 2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário